Chef Patty
A partir de R$ 231,00
Esta cidade foi erguida por imigrantes do Vêneto e de Treviso, e o nhoque, a polenta e o cappelletti deles ainda mandam no almoço de domingo. Um chef do myChef ressuscita essas receitas em nível profissional no seu apartamento na Cerâmica ou na Santa Paula — sem fila na Avenida Goiás, sem subir a Anchieta até São Paulo.
As famílias fundadoras de São Caetano vieram do Vêneto e de Treviso e queimaram os tijolos da antiga fazenda Cerâmica que batizou o bairro. O cappelletti, o sugo de fogo baixo e a polenta de domingo sobrevivem na memória das famílias — mas a geração que sabia cozinhá-los está envelhecendo. Um chef treinado em técnica italiana mantém essa mesa viva, executando os pratos de herança como manda o figurino para quem cresceu comendo e nunca aprendeu a fazer.
São Caetano lidera o IDH e a renda per capita do país, mas seus 15 km² totalmente urbanizados não deixam espaço para novos restaurantes — até os mais abastados acabam revezando as mesmas cantinas da Avenida Goiás. O jantar em casa é a única novidade real da cidade: o chef transforma a sua sala no restaurante que falta terreno para construir, com um cardápio que muda a cada encontro.
Chegar às melhores mesas italianas de São Paulo significa subir a Anchieta se arrastando ou brigar com a Marginal depois de um dia inteiro na planta da GM ou no trem da Linha 10. O chef particular elimina o trajeto: chega à sua torre no Espaço Cerâmica ou à sua casa no Jardim São Caetano com tudo o que precisa — inclusive para cozinhas projetadas mais para delivery do que para receber.
Os 'chapeuzinhos' beliscados um a um, recheados de frango e parmesão, servidos em um caldo dourado clarificado por horas — o prato que as avós do Vêneto reservavam para os dias de festa, executado com a paciência que as famílias já não têm tempo de ter.
Ideal para: Almoço de domingo com várias gerações, jantares de inverno em família
Nhoque de batata macio, enrolado e cortado à mão na sua bancada, envolvido em um sugo de tomate apurado em fogo baixo do jeito que as famílias fundadoras de São Caetano faziam — a comida de conforto elevada à sua forma mais alta.
Ideal para: Reuniões de família, tradição do nhoque do dia 29
Arroz carnaroli mexido com vinho tinto e o radicchio agridoce — a hortaliça-símbolo da própria Treviso — finalizado com creme de taleggio. Uma linha direta entre a terra natal dos fundadores da cidade e a sua mesa.
Ideal para: Jantares com convidados, homenagear as raízes trevisanas da família
Polenta de moagem artesanal cozida até virar seda, coroada com um ragù de costela que desmancha ao toque do garfo — o prato do operário imigrante que construiu o ABC, emplatado com refinamento de toalha branca.
Ideal para: Jantares de comemoração, noites frias do ABC
Cascas crocantes fritas e recheadas à mesa com creme doce de ricota, laranja cristalizada e pistache — o mesmo doce que a Festa Italiana serve a 80 mil pessoas todo agosto, feito na hora para a casquinha ainda estalar.
Ideal para: Sobremesa, encontros na temporada da Festa Italiana
Solicite a data pelo myChef com número de convidados, ocasião e local — um almoço de domingo para três gerações no Jardim São Caetano, um jantar executivo ligado ao calendário da GM ou um aniversário de casamento em um condomínio-clube da Cerâmica.
O chef entra em contato para definir os tempos. Se a família guarda o caderno da nonna, traga: os chefs adoram adaptar fórmulas de cappelletti ou sugo, preservando o sabor e somando técnica profissional.
No dia, o chef percorre as feiras livres municipais e os empórios italianos da Avenida Goiás atrás de salumi, queijos e ingredientes de massa artesanal — com o Ceagesp logo ali para o que for especial — e monta a operação na sua cozinha.
Cada tempo é emplatado e servido no seu ritmo, do antipasto ao cannoli recheado à mesa. Ao final, o chef deixa a cozinha impecável. Você passa a noite onde deve estar — na cabeceira da mesa.
Poucas cidades brasileiras podem reivindicar a comida italiana como história de fundação do jeito que São Caetano do Sul pode. Os imigrantes que chegaram do Vêneto e de Treviso queimaram os tijolos da fazenda Cerâmica, ergueram a cidade ao redor de suas paróquias e definiram a mesa de vez: nhoque, polenta, cappelletti e sugo de cozimento lento seguem sendo o padrão de domingo quatro gerações depois. Todo agosto, a Festa Italiana na Praça Comendador Ermelino Matarazzo — organizada pela Fundação Pró-Memória há mais de três décadas — leva cerca de 80 mil pessoas às barracas onde famílias locais ainda cozinham receitas trazidas diretamente de Treviso.
O paradoxo é que a cidade mais rica do Brasil per capita não tem mais para onde crescer sua cena gastronômica. Com 15 km² completamente ocupados, os mais de 740 estabelecimentos se concentram na Avenida Goiás e no corredor da Avenida Kennedy, e até o anfitrião mais dedicado acaba reciclando as mesmas reservas de cantina. O chef particular quebra esse teto: o endereço passa a ser a sua casa, o cardápio vira o que você e o chef desenharem, e os próprios empórios e feiras da cidade fornecem os ingredientes.
Existe ainda um motivo mais silencioso e pessoal para as famílias daqui contratarem chefs italianos: preservação. À medida que a geração guardiã das receitas envelhece, um chef capaz de pegar a fórmula do cappelletti da nonna e reproduzi-la com fidelidade — e depois ensinar a família em uma aula prática — transforma um jantar em herança. Numa cidade construída pelas cozinhas de Treviso, esse talvez seja o prato mais valioso do menu.
Dica Local
Agosto é o mês para planejar com antecedência: a temporada da Festa Italiana lota a agenda dos chefs com jantares de herança, então reserve com duas a três semanas. E se a família guarda uma receita manuscrita do Vêneto, compartilhe na montagem do cardápio — a maioria dos chefs reconstrói o prato tempo a tempo, e isso torna o jantar inesquecível.
O valor é por pessoa e reflete o número de tempos, a quantidade de convidados e a complexidade do menu. Menus de herança com vários tempos e reconstruções de receitas de família ficam na faixa intermediária para cima; jantares de massa mais simples e almoços de família começam mais em conta.
R$110 - R$400 por pessoa
Cappelletti in brodo, nhoque ao sugo e as receitas que Treviso trouxe para o ABC — servidos na sua própria mesa, na cidade que seus antepassados construíram. Garanta seu chef no myChef hoje.