Chef Fernanda Souza
A partir de R$ 704,00
As cevicherias do Rio ficam do outro lado de uma hora de engarrafamento na Avenida Brasil — e os chefs de lá não atravessam para a Baixada. Um chef peruano do myChef atravessa: ceviche cortado na hora, lomo saltado saindo do wok em chamas e anticuchos na brasa, direto na sua casa no Jardim Primavera ou no sítio em Xerém.
A cozinha peruana lidera os rankings mundiais de restaurantes, mas no estado do Rio ela mora quase toda na Zona Sul — mais de uma hora de cada trecho saindo de Caxias, em dia bom. A locomotiva econômica da Baixada, dona do segundo maior PIB do estado, não tem acesso local nenhum a ela. O chef particular apaga essa geografia: o jantar de ranking mundial acontece na sua mesa, e o único trânsito da noite é o do chef.
Caxias come com intensidade — carne de sol, vatapá e acarajé da grande feira de domingo, frutos do mar frescos, chouriço saindo da brasa. A comida peruana fala a mesma língua: marinadas potentes, acidez viva, pescado tratado com respeito e anticuchos que merecem a mesma grelha do churrasco de fim de semana. É novidade sem ser estranhamento — um upgrade, não uma aposta.
A distância entre um ceviche transcendente e um esquecível está no frescor do peixe e no equilíbrio ácido da leche de tigre — exatamente o que um chef peruano treinado administra em pessoa, comprando em peixarias de confiança e no Mercado do Produtor na manhã do evento e cortando o peixe minutos antes de servir. Nenhum delivery que sobrevive à Washington Luiz compete com isso.
Peixe branco fresquíssimo curado na hora em leche de tigre — limão, pimenta, cebola roxa, coentro — com batata-doce e milho crocante. Servido segundos após o corte, no pico exato de textura e acidez, do jeito que Lima exige.
Ideal para: Abertura de jantares, recepções no calor da Baixada
Tiras de filé seladas no wok em chamas com cebola, tomate e shoyu, flambadas no pisco e servidas sobre batatas douradas e arroz — o prato de conforto máximo do Peru e favorito instantâneo em qualquer mesa de família caxiense.
Ideal para: Jantares em família, prato principal para grupos
Espetos na marinada defumada de ají panca das grelhas de rua de Lima, assados no fogo vivo — um prato feito sob medida para a cultura de churrasqueira de quintal do Jardim Primavera, onde a brasa já é o coração da festa.
Ideal para: Churrascos de fim de semana repaginados, festas no quintal
Frango desfiado num creme sedoso e levemente picante de ají amarillo com nozes, sobre arroz, finalizado com azeitonas e ovo — comida de conforto peruana que abraça qualquer pessoa criada com galinha caipira.
Ideal para: Reuniões aconchegantes de família, almoços de sítio
A resposta do Peru ao risoto de frutos do mar — arroz apurado em caldo de ají panca e mariscos, carregado de camarão, lula e conchas, iluminado com limão. Uma peça central generosa e festiva para mesas que amam o mar.
Ideal para: Comemorações, grupos apaixonados por frutos do mar
Aniversário com a família inteira no Jardim Primavera, jantar a dois sem viagem ao Rio, alternativa à feijoada de fim de semana num sítio em Xerém — informe a data, o número de pessoas e o clima que você quer.
O chef monta o menu com você e mapeia o abastecimento: peixe e frutos do mar reservados em peixarias de confiança e no Mercado do Produtor, pimentas peruanas de fornecedores especializados, frescos das melhores barracas da feira de domingo.
Tudo é preparado ali — ceviche cortado e curado na hora, wok aceso para o lomo saltado, anticuchos na sua própria churrasqueira, se houver. O espetáculo na cozinha faz parte da experiência.
Os pratos saem no seu ritmo, do primeiro ceviche à sobremesa, e no fim o chef deixa a cozinha exatamente como encontrou. Você passa a noite com os convidados, não no fogão.
Duque de Caxias está acostumada a ser pulada. A cidade fatura mais que quase tudo no estado do Rio — REDUC, polo petroquímico, dez mil empresas — mas a alta gastronomia nunca atravessou a Avenida Brasil, e a imprensa gastronômica trata a Baixada como território de passagem. É exatamente isso que torna um chef peruano particular tão poderoso aqui: a cozinha mais celebrada das Américas, servida numa cidade onde nenhum restaurante jamais a ofereceu, para anfitriões que não precisam mais da permissão do Rio para comer brilhantemente.
A despensa local é mais forte do que os de fora imaginam. A feira de domingo de Duque de Caxias — 2,5 km de barracas, o segundo maior mercado a céu aberto do Brasil — fornece limão, coentro, batata-doce, milho e pimentas aos caixotes, enquanto peixarias de confiança e o novo Mercado do Produtor dão conta do pescado e do camarão que um ceviche e um arroz con mariscos exigem. O chef traz os essenciais peruanos — ají amarillo, ají panca, cancha — e compra o resto na manhã do evento.
A comida peruana também se encaixa no jeito de receber de Caxias. Os anticuchos deslizam para a mesma churrasqueira que ancora o fim de semana no Jardim Primavera; um ceviche cítrico e gelado é exatamente o que o calor da Baixada pede; e um longo almoço de ají de gallina num sítio em Xerém ou Imbariê, lá em cima onde o ar refresca perto da Serra dos Órgãos, disputa de igual para igual com a tradicional feijoada de casa de campo — e ganha a discussão mais vezes do que você imagina.
Dica Local
Vai receber num sítio em Xerém ou Imbariê? Reserve o chef para um almoço de sábado em vez de jantar — o peixe viaja da feira da manhã no auge do frescor, o ceviche chega no calor do dia, quando é mais gostoso, e os anticuchos fecham a tarde na brasa do próprio sítio.
Os valores em Caxias ficam bem abaixo dos da Zona Sul do Rio para o mesmo nível de cozinha — mais um motivo para não atravessar a ponte. Os menus vão do jantar de família com ceviche e lomo saltado à experiência peruana completa em várias etapas com frutos do mar de peça central.
R$55 - R$260 por pessoa
Ceviche no auge, lomo saltado saindo do wok em chamas e anticuchos na sua própria brasa — a mesa de Lima chega à Baixada sem ninguém atravessar a Avenida Brasil.