Emilly
A partir de R$ 220,00
Campinas conhece Portugal desde sempre — o pastel de bacalhau do Mercadão denuncia. Um chef português da myChef leva a mesa lusitana completa até você: bacalhau com natas no ponto, polvo à lagareiro regado no azeite e pastéis de nata saindo do forno, no Cambuí, no Swiss Park ou em Sousas, sem pegar a Bandeirantes.
Debaixo dos arcos mouriscos do Mercado Municipal, o pastel de bacalhau é instituição campineira — a cidade já ama esses sabores em versão petisco. O chef português particular pega esse carinho antigo e serve a versão completa: um bacalhau com natas borbulhando, um arroz de pato dourado de forno, tudo na sua sala de jantar em vez do balcão do Mercadão.
Campinas tem a Unicamp, o Sirius e os salários dos centros de P&D da IBM, Dell e Bosch — mas para um jantar português à altura, a família ainda encara uma hora ou mais de Anhanguera ou Bandeirantes até São Paulo. Com o chef em casa, essa conta acaba: a experiência de restaurante estrelado acontece em Nova Campinas ou no Alphaville, sem fila no Iguatemi e sem volta de madrugada pela rodovia.
O bacalhau é das proteínas mais caras da cozinha brasileira, e um erro no dessalgue arruína tudo: pouco tempo e fica salgado, tempo demais e a textura desmonta. Some a paciência que um arroz de pato pede e o ponto traiçoeiro do polvo, e a cozinha portuguesa vira exatamente o tipo de tarefa que vale delegar. O chef conduz o dessalgue de 48 horas e entrega o peixe no auge, sempre.
Lascas de bacalhau dessalgado no ponto, batatas douradas e cebola caramelizada envoltas em natas e gratinadas até borbulhar — a preparação mais reconfortante do bacalhau, aquela que converte qualquer cético na primeira colherada.
Ideal para: Jantares em família, noites frias de junho e julho
Pato desfiado cozido lentamente e misturado ao arroz enriquecido com o próprio caldo, coberto com rodelas de chouriço crocante e finalizado no forno até a casquinha estalar — prato de celebração que só a paciência profissional entrega.
Ideal para: Almoço de domingo, festas de formatura
Polvo cozido até a maciez exata e depois assado em azeite português generoso com alho e batatas ao murro, que absorvem todo o suco — rústico, teatral e quase impossível de acertar em casa.
Ideal para: Jantares com convidados, receber clientes
Creme sedoso de batata com couve fatiada fininha, rodelas de chouriço defumado e um fio de azeite — a entrada mais querida de Portugal, perfeita para as noites secas e frias do inverno campineiro.
Ideal para: Entradas, jantares de inverno
Massa folhada crocante recheada com creme de baunilha queimadinho por cima, servida morna com canela — e, na safra, acompanhada de figo roxo de Valinhos assado, uma dupla que nem Lisboa conseguiria copiar.
Ideal para: Sobremesa, café da tarde com visitas
Jantar com clientes da tecnologia ou do agro, ceia de Natal, festa de formatura da Unicamp ou um bacalhau a dois — informe data, número de convidados e endereço, do Cambuí a Sousas e Joaquim Egídio.
O chef propõe o cardápio e cuida do abastecimento: bacalhau importado escolhido por corte e categoria, azeite e chouriço, além dos frescos da região — hortifrúti de Holambra, figo de Valinhos na época, temperos do Mercadão.
Bacalhau bem-feito começa dois dias antes. O chef conduz o dessalgue por conta própria e chega no dia com o peixe no ponto exato de sal e textura, pronto para as etapas finais na sua cozinha.
O chef prepara todos os pratos na sua cozinha, serve a mesa e devolve tudo impecável. Sua noite é com os convidados — não com a estrada nem com a pia.
Campinas cresceu sobre camadas de cozinha imigrante — as cantinas italianas, o legado Nikkei da colônia Tozan, a herança caipira do leitão à pururuca e do cuscuz paulista. A comida portuguesa é a camada de baixo de todas elas, a nota colonial que reaparece todo dezembro nas mesas do Taquaral e do Jardim Chapadão quando o bacalhau vira centro da ceia. O chef português particular não traz nada estranho à cidade: dá tratamento profissional ao fio culinário mais antigo de Campinas.
A geografia joga a favor. O Mercadão fornece bacalhau, queijos e embutidos a minutos de qualquer bairro; a cooperativa de Holambra entrega hortifrúti impecável; e na safra o figo roxo de Valinhos — capital nacional do figo, na cidade vizinha — rende com os pastéis de nata uma sobremesa que restaurante nenhum de Lisboa consegue imitar. Técnica lusitana sobre a despensa do interior paulista: autêntico e, ao mesmo tempo, profundamente local.
Para quem recebe em casa no Gramado, no Swiss Park e no Alphaville, a cozinha portuguesa resolve a equação do anfitrião: é generosa para mesa comprida, impressiona diretor visitante e não deixa nenhum convidado estudando o prato sem entender. Um polvo à lagareiro chegando inteiro à mesa fecha mais negócio que reserva em churrascaria.
Dica Local
Vai encomendar ceia de Natal? Reserve com pelo menos três semanas de antecedência — as datas de dezembro em Campinas são as primeiras a lotar, e os cortes altos de lombo de bacalhau somem dos fornecedores bem antes das festas. Na época da colheita, peça ao chef a sobremesa de figo de Valinhos assado com os pastéis de nata: os convidados não esquecem.
O menu português se apoia em ingredientes nobres — bacalhau importado, polvo, pato — e em preparos longos e técnicos. O valor em Campinas varia conforme a categoria do bacalhau, a complexidade do cardápio e o número de convidados, sempre orçado com transparência antes da confirmação.
R$140 - R$400 por pessoa
A mesa lusitana completa — bacalhau dessalgado com precisão, polvo assado no azeite, pastéis de nata saindo do forno — servida na sua casa em Campinas, com a Bandeirantes bem longe da sua noite.