Emilly
A partir de R$ 220,00
As casas do Swiss Park, do Alphaville e as chácaras de Sousas foram feitas para receber a virada do ano. O chef pessoal prepara a ceia inteira — com todos os pratos da sorte — cronometrada para que, quando os fogos começarem, você esteja de taça na mão.
Os restaurantes de Campinas que abrem no dia 31 vendem pacotes fechados de Réveillon meses antes, a preço de data especial. E encarar a Bandeirantes rumo a São Paulo na noite mais movimentada do ano não é festa para ninguém. Com o chef pessoal, o jantar de alta gastronomia acontece na sua casa em Nova Campinas ou na sua chácara em Joaquim Egídio — sem pacote com consumação mínima e sem volta de madrugada na rodovia.
Ceia de Ano Novo no Brasil tem regra: lentilha para a prosperidade, romã para o bolso, uvas na hora da virada e carne de porco no lugar do frango — porque o porco fuça para frente e a galinha cisca para trás. O chef incorpora cada tradição a um cardápio realmente elegante: a família ganha as simpatias que espera e uma comida muito acima do que costuma acompanhar essas simpatias.
O Réveillon cai exatamente quando começa a safra do figo roxo em Valinhos, a capital nacional da fruta, e o Mercadão está abastecido para as festas. O chef campineiro monta uma ceia que nenhum buffet de hotel reproduz: figo fresco de Valinhos com burrata, hortifrúti chegando de Holambra na manhã do dia 31 e peixes e frutos do mar escolhidos no Mercado Municipal.
Informe o número de convidados, o local — casa no Swiss Park, apartamento com terraço no Cambuí, chácara em Sousas — e o estilo da ceia, do tradicional ao contemporâneo. Como o dia 31 é a data mais disputada do ano, essa conversa deve acontecer até outubro ou novembro.
O chef propõe um cardápio que equilibra os pratos da sorte com o gosto da família — do tender com salpicão de sempre a um menu autoral com figo de Valinhos ou uma virada de inspiração nikkei. Você aprova, e ele cuida de todas as compras, incluindo a ida ao Mercadão.
No dia 31, o chef chega no início da noite e comanda a cozinha de olho no relógio: jantar servido entre 21h e 22h, sobremesa e mesa de doces prontas antes da meia-noite, espumante gelando na sequência certa. Ninguém fica no meio de um prato quando os fogos estouram.
Enquanto a família se reúne do lado de fora para o brinde e as uvas, o chef fecha a cozinha e deixa tudo limpo. No dia 1º, você acorda com sobras dignas de disputa e nenhuma louça na pia — o melhor jeito possível de começar um ano.
Todo fim de ano, Campinas se esvazia um pouco: as famílias enfrentam o trânsito rumo ao litoral ou vão a festas de hotel em São Paulo — e passam o dia 1º na fila da Anhanguera. Mas o melhor endereço da virada pode ser a própria casa: as piscinas e gramados do Swiss Park e do Alphaville, os terraços do Cambuí com vista para os fogos espalhados pela cidade, e as chácaras de Sousas e Joaquim Egídio, onde a contagem regressiva acontece debaixo de céu de verdade. O que faltava a essas casas era alguém para cozinhar uma ceia à altura da noite — exatamente o que o chef pessoal resolve.
O calendário da cidade ajuda. Dezembro em Campinas é o fim das confraternizações, a chegada dos parentes de fora e o primeiro figo roxo da safra de Valinhos aparecendo nas bancas do Mercadão. O chef que monta uma ceia aqui trabalha com ingredientes que dariam inveja aos hotéis paulistanos — e sem a logística de banquete para 400 pessoas que explica o sabor da comida de Réveillon de hotel.
E há o toque campineiro na tradição: com as raízes nikkeis da cidade — a colônia Tozan, o Matsuri de cada ano — não são poucas as famílias que viram o ano com sashimi e ostras dividindo a mesa com a lentilha e o tender. Um chef pessoal sustenta as duas tradições na mesma ceia sem esforço.
Dica Local
Se a virada será numa chácara de Sousas ou Joaquim Egídio, confirme a estrutura da cozinha com o chef antes — gás, forno e espaço de geladeira. Os chefs que atendem a região costumam fazer visita técnica justamente para o dia 31 não ter surpresa nenhuma.
A virada é uma data premium, mas a conta fecha melhor que os pacotes de Réveillon dos restaurantes: sem taxa por open bar, sem aluguel de espaço, e a festa é na sua casa — o que também significa que ninguém precisa dirigir na Bandeirantes de madrugada.
R$100–R$400 por pessoa na ceia empratada; R$65–R$230 por pessoa no formato buffet para casas com mais convidados
Uma noite dá o tom do ano inteiro. Passe a virada na sua mesa, com a sua gente, e deixe cada prato até a meia-noite por conta de um chef pessoal.